Cliente: Quero uma Loja Virtual! Você: E agora? - Parte 2 | André Buzzo
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Cliente: Quero uma Loja Virtual! Você: E agora? – Parte 2

Publicado na categoria Artigos com 6.006 visualizações e 19 comentários

Fala pessoas!

Dando sequência ao nosso artigo sobre Lojas Virtuais, vou dar uma passa agora pela 3ª, pela 4ª e 5ª questões que julgo básicas para que possamos nortear nosso cliente quanto ao seu pedido, assim como a sua carga de trabalho.

Na próxima parte, vou falar um pouco sobre a produção de uma Loja Virtual.

Não. Não se animem.

Não vou “ensinar” a criar uma Loja. Vou apenas expor alguns problemas nos quais me vi inseridos em uma etapa da minha vida profissional, que me chatearam a princípio, porém, também me fizeram entender diversas coisas sobre “trabalhos de terceiros”. Cuidado com trabalhos de “terceiros”. Sempre.

Vamos lá então, dar continuidade ao nosso artigo!

3ª Pergunta: Como você irá gerenciar o estoque?

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Outra coisa que o cliente que já possuiu uma loja física às vezes não se atenta. “Como vou dividir meu estoque?”

Precisamos alertá-lo sobre isso. Como será o gerenciamento desse estoque? Haverá estoque? Vou simplesmente pegar produtos que eu tenho dentro do meu estoque, e jogar para vendas na web?

A minha loja virtual usará o mesmo CNPJ da minha loja física? Senão, vou ter que fazer nota fiscal do que? De empréstimo, simples remessa ou venda para esse novo CNPJ que funcionará apenas na internet?

Existe espaço físico para alocar os produtos em estoque? Ou será dividido dentro do seu espaço atual?

Na realidade, isso não interfere em nada em nosso trabalho. Isso é problema dele. Mas como eu sempre digo, nós não somos apenas “paus-mandados” que chegam e ok! Quer uma loja, tá aqui a loja!

Aí seu cliente não consegue usar (com toda a razão!) e você será queimado no mercado!

O que estou dizendo, ao se questionar o cliente sobre o estoque, é que você, além de desenvolvedor e criador de design, pode ser também um consultor!

E você precisa pensar em outra coisa também durante a sua consultoria: às vezes seu cliente realmente não entende nada sobre web. Portanto, oriente-o!

Para você ter uma ideia, a primeira consulta que tivemos aqui no escritório para a criação de uma Loja Virtual foi de um cliente que trabalha com “pedraria”. Pedras para criar bijuterias, anéis, brincos, artes em sandálias Havaianas (olha o JABÁ!), dentre outras coisas.

O estoque na realidade foi o que travou nosso negócio! Imaginem:

Existia na loja uma pedra com dois centímetros. Nas cores azul, amarela, vermelha, roxa, laranja, verde, pink, púrpura, ouro, transparente. E outra pedra com três centímetros, nas mesmas cores. E pedras com um centímetro, cinco centímetros, assim por diante.

Fora todo o restante de pedras e adornos que variavam em cores e tamanhos. Como dividir isso para um estoque físico e um virtual? Como controlar o que entra e o que sai, e por onde está entrando e por onde está saindo?

Sei, esse questionamento pegou mal. Mas é a mais pura realidade!

4ª – Quantas pessoas trabalharão na Loja Virtual?

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Uma questão que parece boba, mas pode ter pegar de surpresa! Haverá quantas pessoas para que você de o treinamento correto?

Quem ficará responsável pelo controle de estoque, por atender pedidos, telefonemas, conferir pedidos, gerar nota fiscal, atender clientes que por ventura possam entrar em contato via Chat se a loja, claro, disponibilizar esse meio de comunicação?

Quanto tempo você levará para treinar cada uma delas para exercer com perfeição (modo de dizer ok?) sua função dentro dessa loja? Qual será seu custo e esforço para isso?

As pessoas estarão aptas a realizarem funções de terceiros? O treinamento será direcionado ou será geral? Todo mundo será capaz de assumir funções caso um funcionário falte um dia?

Qual será o seu estilo de SUPORTE ao seu cliente?

5ª – Quantos produtos você pretende comercializar?

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Se você passou positivamente por todas as anteriores, chegou então a hora de começarmos a pensar realmente na carga de nosso serviço!

Quantos produtos serão inseridos dentro dessa Loja Virtual? 50? 500? 5.000?

Quantas categorias serão necessárias criar para os produtos dessa loja?

E subcategorias?

E fotos dos produtos?

Serão enviadas? Precisarão de tratamento?

Produtos promocionais estarão disponíveis?

Produtos isentos de frete?

Seu cliente pontuará um cliente fiel para lhe prover algumas vantagens em futuras aquisições?

Qual a plataforma que irei usar? De terceiros ou open source?

Hospedagem e domínio? O cliente já tem ou vamos atrás disso também?

Esses são “apenas” alguns questionamentos que eu costumo fazer durante uma conversa sobre Lojas Virtuais!

Na próxima parte, vou contar um pouco sobre o que eu passei na aventura de “customizar” uma loja virtual fornecida por TERCEIROS.

Abraços e até a próxima!

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  • Fábio Marcolino de Lima

    Fala André, blz?

    Fazia algum tempo que eu não vinha aqui, e para a minha grata surpresa, encontro um post interessantíssimo sobre um assunto tão pouco falado por ai.

    Eu tive a experiência de trabalhar em uma loja de informática que tinha uma loja virtual além de outras lojas físicas. Trabalhei como vendedor tanto na loja física quanto na virtual, posteriormente.

    Quando eu fui ser vendedor apenas da loja virtual eu percebi logo de cara um grande erro que a administração da loja cometia. Eles não separaram o estoque das lojas físicas (que eram umas 6 filiais) da loja virtual. E os principais problemas disso eram:
    1) O estoque era sempre fictício no sistema, e quando o vendedor achava que estava vendendo algo real, na verdade estava vendendo algo que já não tinha mais.

    2) Às vezes até tinha o produto no estoque realmente, mas quando se vendia pela internet, o estoque era dado baixa de forma manual, e muitas vezes quando eu fechava a venda para o cliente o produto era vendido em alguma loja física, e nesse meio tempo e o estoque ficava zerado. E o pior, eu só saberia disso no dia seguinte quando o estoquista iria separar o produto que eu vendi pela internet.

    3) Como o estoque era o mesmo, o preço também era. Ou seja, muitas vezes eu fazia todo o atendimento via chat e na hora de fechar a venda o cliente simplesmente dizia que iria comprar na loja porque levaria o produto na hora e pagaria a mesma coisa por isso. Para a loja isso era bom, porque tanto faz o cliente comprar na loja ou no site, mas para o vendedor isso era horrível porque perdia sua comissão constantemente para vendedores das lojas físicas. E todo mundo sabe que vendedor desmotivado é prejuízo para o lojista.

    Em resumo: NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA a empresa deverá usar o mesmo estoque para lojas físicas e loja virtual, ou isso será um tiro no pé.

    Um abraço a todos.

    • Fala Fábio!!

      Você sintetizou exatamente o que eu chamo de problemas em não separar um estoque para a loja física e outro para a virtual.

      Cara, seus exemplos de problemas foram perfeitos!

      E outra: normalmente, quando trabalhamos com Loja Virtual, nosso custo é menor do que manter uma loja física, e dessa maneira, a compra pela internet TÊM que ser mais atrativa… isso é praticamente uma regra!

      Portanto, já descobrimos um outro problema, além da questão de estoques…

      Abraços!

  • JOAO AUGUSTO

    kkkkk tá tranquilo rsrss.

  • JOAO AUGUSTO

    Fala meu caro,

    deixa eu te falar uma coisa. Estou no 7º Periodo SI e estamos aprendendo comercio eletrônico
    justamante neste periodo. E esses artigos seu esta ajudando muita gente na turma pois eu fiz uma propaganda basica aqui pra vc rsrsrsrsr …

    ótima 2ª parte hein PARABÉNS…

    FORTE ABRAÇO…

    • Ô Baterista!!

      Fico contente de saber disso cara…kkkk

      Espero não jogar nenhum aluno contra nenhum professor!! rs

      Abraços!

  • Jacson Leite

    Eu ainda trabalho com vendas, sei o quanto é complicado, muitas vezes ilegal (vocês podem imaginar do que estou falando).
    O André já foi vendedor ( e continua sendo) de produtos diversos, ele sabe com é, assim como sua mãe, Matheus, também sabe.
    Abraços a todos ótimo descanso

  • é, INFELIZMENTE é isso mesmo, pessoal nao quer saber se vcd vai colocar ele la onde o vento faz a curva ou la no sol, ele quer que seja o mais barato possivel. Ainda nao tive contato com vendas, mas vejo minha mae que trabalha com vendas, ela sofre na mao de clientes que enchem o saco, vc vai falar o preço que custa e a pessoa chinga, acha ruim.

    E vai tentar falar pra pessoa o que vc fez de melhor no serviço. Ela nao ta nem ai.

    Infelizmente mesmo é isso ai…

  • Jacson Leite

    Eu virei desenvolvedor consultor depois que aprendi com alguns post que o André colocou aqui. Ele mesmo que sempre coloca essa idéia por aqui.

    • É isso aí Jacson!

      Quando o cara já quer preço, qualquer coisa basta!!! E sim, essa é uma das outras coisas que quero “ensinar” por aqui…

      É que o mercado pede mais do que nossa vã consciência imagina…rs

  • Jacson Leite

    É verdade andré, você tem razão, quando tem cliente dizendo que consegue preços melhores eu até dou uma tentativa de convencê-lo, mas quando o cliente quer ‘preço’, não adianta. Então é melhor pensar que ele não esta pronto para nossos serviços.
    Imagine você desenvolver um sistema complexo como esse por R$300 pago em 10x no cartão.
    Quem que manter uma boa imagem de seu negócio ou quer inciar um passando ao seu publico alvo uma ótima imagem, não se importa tanto com o valor do investimento, e sim com a qualidade do serviço, pontualidade, entre outros. É claro que sempre o cliente irá pedir um desconto, afinal negócio é negócio.

  • é, como o jacson disse temos qwue ser alem de desenvolvedores consultores.

    Serviço com mais coisas prestadas faz grande diferença na hora do pagamento, vc pode “justificar” o preço cobrado, ja que o serviço É DE QUALIDADE.

    • Matheus…..concordo contigo que em um mundo perfeito, isso é que realmente esperaríamos!

      Porém, existem pessoas que se importam sim, com o valor do investimento ao contrário de sua qualidade. E existem muitos “aventureiros” por aí que oferecem o serviço a valores irrisórios, e seu cliente acha que você está roubando ele.

      Fui consultado para orçar um sistema de pedidos…. passei um valor para o cliente, e o mesmo me retornou dizendo que haviam “outros orçamentos” com valores 3 vezes mais em conta! Meu novo orçamento iria ficar mais caro ainda… pois eu havia cotado um site, e não um sistema de bancos relacionados, login e senha, categorias de produtos, pedidos conjuntos, etc e tal….

      Caí exatamente nessa que você disse! Falei ao mesmo que eu tenho empresa aberta, trabalho com Contrato de Prestação de Serviços, que temos anos no mercado, blá blá blá e blá blá blá … e o cliente então disse para nem mandar um outro orçamento… então…

      Nem sempre esse argumento resolve. Eu prefiro pensar que ele não estava pronto para nossa agência, assim como nossa agência não estava pronta para atendê-lo!

      Abraços compadre!

      Até mais!

  • Jacson Leite

    Tenho um amigo que tem um mercado de secos e molhados, ele estava falando esse dias comigo pelo msn e me perguntou sobre a possibilidade de construir, logo com as informações do primeiro artigo ele achou melhor esperar, pois ele ainda precisa esquematizar muita coisa.
    Então ele me peiu que eu o auxiliasse num plano de logística da loja dele, hoje sou consultor logístico para implantar um sistema de vendas online.

    Conclui então que devemos ser não somente um desenvolvedor de sistemas e sim um desenvolvedor de soluções.

    Parabéns André, pessoas exprientes passando conhecimentos do dia a dia sempre nos ajudam.

    • Fala Jacson!

      Concordo plenamente contigo!

      Nos dias de hoje, não adianta sermos somente desenvolvedores de aplicativos….as questões que envolvem a produção dessas aplicações, ao meu ver, são mais importantes que o próprio sistema…

      Abraços e boa sorte com a consultoria logística…

      Té mais!

  • Eduardo Cassiano

    Salve Andre,
    Muito interesante os pontos abordados, e eu pensava que era só pegar o magento ou o presta shop e mandar bala (virgens), estou ancioso pela proxima aula…

    Bons ventos velho, se cuida…
    ^^

    • Fala Eduardo!

      Realmente cara…eu resolvi dar uma “passada” por esse assunto para abordar exatamente isso cara…

      Normalmente, são coisas simples mas que merecem devido foco…

      Abraços!