E o site não obteve sucesso | André Buzzo
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E o site não obteve sucesso

Publicado na categoria Artigos com 2.122 visualizações e 6 comentários

Uma análise fria e objetiva sobre páginas que não alcançam suas pretensões

Não sei dizer se isso é algo da minha cabeça que sempre se preocupa com as pessoas, ou se foi de minha educação profissional tal percepção, mas eu costumava absorver a culpa ou sentimentos negativos quando um site ou trabalho para um cliente não vingava.

Ficava sempre me perguntando o porquê disso acontecer, onde eu errei e o que eu fiz de errado para que tal projeto não fosse para frente, não obtivesse a quantidade de visitas pretendidas ou que não conseguisse boa colocação nas pesquisas através das ferramentas de busca.

E comecei a entender que parte do problema até pode ser meu. Mas na maioria dos casos, não é. Não o é, não deveria e nem poderá ser apenas meu, ou creditado a mim.

Penso que existem no mínimo, quatro (4) etapas que são totalmente ignoradas quando nos chega um pedido de orçamento. Analise comigo:

01 – O CLIENTE JÁ CHEGA CHEGANDO

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Por pura falta de direcionamento ou conhecimento muitos clientes chegam até nós com sua “empresa” já criada.

A pessoa tem um nome para seu empreendimento que em nada condiz ou retrata o seu objeto principal. É comum termos algumas coisas assim em nossa caixa de e-mail:

“Olá! Tenho uma empresa chamada ALBUQUERQUE & MAIORCA. A gente oferece produtos voltados ao mercado agrícola. Estamos começando agora e queremos um site para divulgar nossos produtos. Queremos boa colocação no Google, mas não se preocupe com atualização. Quando precisarmos, entramos em contato para adicionar um ou dois novos produtos! Então faça um bom preço”!

Aí a gente vai e conversa daqui e conversa de lá, e expõe ao cliente (ou ao menos deveria) duas coisas muito importantes para tentar dar um sucesso ao site. São elas:

  • O nome de sua empresa em NADA RETRATA O QUE VOCÊ COMERCIALIZA;
  • Posicionamento no Google está diretamente atrelado à atualização de site;

E então, o cliente enfia a estaca no seu coração ao dizer: “Mas eu já tenho o domínio comprado e não vou mudar”! Bom, está na hora então de deixar claro que será bem difícil fazer o que ele quer com o site dele.

Para você: se você NÃO deixa isso claro para seu cliente, e quer ver apenas a cor das notas de cem entrando na sua conta, 60% do problema do site é sua culpa. Os outros 40% são do cliente.

02 – A ATUALIZAÇÃO DO SITE PARA A ALBUQUERQUE & MAIORCA NA VISÃO DO CLIENTE

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Você então explica tudo para seu cliente e faz um site bacana para ele. Deixou claro que sem atualizações o negócio não vai rolar, e que isso não será sua responsabilidade.

E realmente o site não vinga. Não tem boa colocação, pois você fez o que deveria ter feito: programou-o corretamente, seguindo os padrões que o Google pede, tem textos bacanas e bem escritos no site (o que é raro de se ver hoje em dia) mas o bendito não é atualizado já tem mais de 6 meses.

E seu cliente vem então com a mirabolante ideia (porque não pensamos nisso antes!) de “queremos colocar mais MOVIMENTO no site. Adiciona um banner rotativo nele aí! A página inicial está muito parada. Não é chamativa! Precisamos dar um upgrade nele”!

E então a gente volta a conversar com ele sobre a atualização da página. Podemos colocar banners, pop-ups, artes, qualquer coisa na página inicial. Sem problema algum. Só que isso pode vir a espantar o usuário ao invés de promover a tal “chamada” para o site.

Investir em atualização é investir no seu negócio, e na web atualização é significado de consistência, de seriedade e de preocupação com seu usuário/visitante.

O que poderíamos fazer para atualizar o site? Oras, poderíamos levantar notícias do cliente, algo que remeta às suas conquistas, novos clientes, novidades no mercado e publicar tais conteúdos.

Isso é movimentação no site. É você deixa-lo mais e mais atrativo aos mecanismos de busca para que seu usuário encontre em seu site conteúdo de qualidade e, mais ainda, aquilo que está procurando!

Para você: se ao invés de explanar isso ao cliente, você apenas insere um banner no site do mesmo, 80% do problema é seu; 20%, do cliente.

03 – A FALTA DE PLANEJAMENTO + QUESTÕES NÃO LEVANTADAS

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Então, seu cliente já puto da vida com o site que não vai pra frente tem a genial ideia de: “Vamos então montar uma loja virtual”!

O que você vai vender, eu já sei caro cliente! Mas como? Para quem? Qual seu público alvo, sua faixa etária, instrução, faixa salarial, localização; você tem estoque físico e virtual, pois deve haver uma separação entre ambos, dentre outras questões que devemos sim levantar?

São perguntas que muitas pessoas não estão acostumadas a se fazer, mas que deveriam ter como mantra!

E novamente, assim como o site, a loja do cliente não vai vingar.

Para você: se você não faz esse tipo de questionamento e só visa GANHAR O SEU, o problema é 70% seu e 30% do seu cliente!

04 – A NÃO ACEITAÇÃO DE SUGESTÕES PELO CLIENTE

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Uma das piores coisas que o cliente pode fazer conosco, profissionais web, é ser cabeça fechada e inflexível.

Você oferece uma gama de soluções, muita das quais afetam diretamente o “planejamento” que ele NÃO FEZ, e com a ideia fixa na cabeça, te “manda” executar o que está pagando para ser feito.

Houve um episódio comigo onde um senhor de 64 anos me contratou para reformular seu site. O cliente alegava que o site não dava retorno, que estava velho e desatualizado, e me MANDOU UM NOVO LAYOUT para o site.

Imaginem vocês um layout para site meio vintage. E não, não é no sentido artístico da palavra. Eu não via diferença entre o já publicado e a nova proposta para ele.

Conversei com o cidadão sobre as inconsistências no layout por ele enviado, explanei o porque não partirmos por aquele lado, e mandei uma nova proposta para a estrutura do site; usei de “todo meu conhecimento” que julgo não ser tão raso assim, e optei por melhorar a usabilidade, navegabilidade, estética e movimento da página. Usei um layout em F (mais informações sobre ele aqui) para guiar o usuário no que era mais importante acessar e ter conhecimento.

E surpreendentemente, o cliente me retornou dizendo: “Não gostei. Use o que te mandei”.

E lá fui eu, numa troca de e-mails onde eu sempre argumentava o que eu oferecia para ele, visando não contrariá-lo, e sim, entregar algo que desse o retorno que ele almejava. Por fim, recebi um e-mail mais ou menos assim:

“Você sabe com quem está falando? Tenho 64 anos e sou um profissional à frente do meu tempo, e …”.

Bom, ele questionou minha formação profissional, me chamou de moleque, dentre outras coisas. E paramos o serviço, pois eu não iria colocar meu nome num projeto que já estava fadado à morte antes de seu nascimento.

Para você: se você não argumenta com seu cliente, expondo os defeitos e oferecendo soluções, a culpa pelo não sucesso do site é 100% sua.

MINHAS CONCLUSÕES

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Entendo que ao trabalhar com pessoas e mexer com seus sonhos e anseios, ouvir posicionamentos negativos é quase que uma roleta russa para fecharmos o trabalho.

Dizer ao cliente que a escolha do nome de sua empresa não foi a melhor coisa que ele fez, e sugerir mudanças, chega a soar quase que desrespeitoso.

Porém, eu entendo também que apenas dizer “amém” e torcer para que tudo certo o negócio irá desandar e o cliente vai com toda certeza (e até razão) jogar a culpa em você.

Não estou aqui dizendo que “tudo que cai na minha mão vira ouro”. Muito pelo contrário, tenho diversos sites produzidos que ainda brigam para ter seu lugar ao sol. Em compensação, tenho alguns outros que, devido ao relacionamento com o cliente e confiança mútua, os resultados vieram muito mais rápido!

E o mais interessante sobre os sites melhores posicionados que temos aqui no escritório são exatamente os que são constantemente atualizados, sejam eles por nós ou pelo próprio cliente.

Como costumo dizer aos meus clientes, é uma via de mão dupla. Eu faço minha parte, mas se o cliente negligenciar a parte dele, nem o mais belo e funcional site já produzido encontrará seu lugar ao sol.

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  • Maria Penteado

    ótimo André! responsabilidade é nossa em ter um bom conteúdo e produtos eficazes

    • Olá Maria!

      Creio que seja uma via de mão-dupla. Nós temos que oferecer um bom conteúdo- programação otimizada – para o cliente e o mesmo tem que alimentar com conteúdo melhor ainda!

      Abraços e obrigado por participar da discussão!

  • Ótimo artigo, se sabemos qual a melhor solução e fizermos somente o que o cliente “acha” que é melhor porque ele vai pagar, mesmo sabendo que isso não nem um pouco efetivo, com todo certeza a responsabilidade tbm é nossa!

  • vaalpb

    Ótimo artigo! Realmente, o que mais acontece mesmo são os clientes que não aceitam sugestões positivas, mas que acham que estamos ‘menosprezando’ a idéia deles.

    • Fala Val!

      Quando na realidade, só queremos direcionar para que a ideia vingue certo? rs

      Abraços e até mais!