Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 01 | André Buzzo
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Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 01

Publicado na categoria Artigos, Mini Curso com 6.505 visualizações e 12 comentários

Dicas, truques e outras verdades sobre esse mundo …

iniciante

Fala meu amigo/minha amiga que está começando agora no mundo web designer. Ou não.

Existem certas coisas que eu acho que todos se perguntam, mas quase ninguém responde; ou ás vezes, sabe a resposta e se mantém quieto para não ter outros “concorrentes” no mercado.

A verdade é essa. Para te criticar virão milhares. Para te ajudar. Xé ….

Coisas que você deve saber ao adentrar ao mundo web:

  • Saiba utilizar as ferramentas de busca;
  • Fóruns são locais para troca de conhecimento, não um banco de códigos prontos;
  • Logomarca, logotipo ou marca ou logo? Tanto faz. Você não sabe o que está fazendo de qualquer maneira;
  • Cores, fontes e layout;
  • Espaço branco é bom e eu gosto!
  • O cliente nem sempre tem razão …
  • Não, você não acertará na primeira. Nem na segunda. Quem sabe e olha lá na décima quinta …
  • O quanto eu precisarei estudar?
  • Posso ficar rico trabalhando com web?

Antes de começar o artigo, gostaria de propor uma tarefa para você que está lendo esse artigo: leia o “briefing” (se não sabe o que é isso, veja esse outro artigo! – http://wpu.ir/nit8p) abaixo e desenhe um layout. Ou pense em como seria o web site que você irá propor ao seu cliente.

Ao fim do artigo, quero que você “repense” o site, seu conteúdo e sua cara. E veja a diferença que haverá entre um projeto e outro.

Briefing retornado pelo cliente

Você enviou o briefing ao seu cliente e resumindo, você obteve a seguinte análise para o mesmo:

“Tenho uma empresa que atende aos mais diversos tipos de público; uma doceria artesanal, que foi idealizada pelo meu avô e que meu pai dedicou uma grande parte de sua vida na tentativa de torná-la conhecida no país todo. O nome da loja é ‘Doces da Fazenda – Produtos Artesanais ’.

Vendemos todos os tipos de doces, e gostaria de dar uma ênfase para as pessoas que tem diabetes. Oferecemos uma linha de produtos voltada a esse público, e precisamos deixar isso bem claro no site. E temos também uma linha mais light, para as pessoas que gostam de cuidar do corpo.

Outra informação importante. Já tenho um site. Está hospedado na Locaweb, e sinceramente, o designer que fez o site só me deu dor de cabeça! Não atualiza, e quando o faz cobra uma fortuna. Eu já não queria passar por isso de novo, mas meus filhos ficam me enchendo a paciência e estou aqui, tentando novamente.

Você não vai me deixar na mão, vai?”.

Vamos analisar o que temos em mãos. E na realidade, você precisa responder seu cliente. Normalmente, você está em uma reunião e não tem o briefing. Eu não costumo trabalhar com briefings; eu costumo ouvir isso do meu possível cliente em reunião pessoalmente marcada e comparecida. Gosto de saber o que ele deseja. Mas nesse exemplo, alguém foi lá bater um papo com ele e te entregou isso.

O que você analisa no briefing? Tome um tempo, anote no seu caderno e vamos ver o que conseguimos entender.

O cliente já se apresenta descontente

descontente

Por culpa de um terceiro irresponsável, já começamos o trabalho com um grande problema na mão. A desconfiança. E trabalhar com isso é algo realmente complicado e em muitas das vezes, temos que vencer mais esse obstáculo para oferecer um trabalho com qualidade e fazer-se entender que é diferente do seu concorrente e que sim, seu cliente pode contar contigo!

Carga emocional grande em relação à empresa

negociosEmFamilia

A empresa, conforme exposto no briefing, é familiar. Passa de pai para filho. E isso em inúmeras vezes, é mais um grande problema. Sabe aquela coisa do filho que quer um site e o pai, com seus 70 anos, pensa que “isso é bobeira e até hoje eu não precisei disso, porque vou precisar agora”?

Se o cliente tem esse histórico, e como já disse: os filhos enchendo sua paciência para fazer o site, é melhor ter um pouco de cuidado com o projeto e dedicar um tempo a mais.

Grande problema pela frente: o cliente já tem site

websiteFuncional

Sim. Esse é um grande problema.

E é nele que vamos bater nessa primeira parte do nosso “mini curso”.

O CLIENTE JÁ TEM UM SITE!

E porque você deveria se preocupar com isso? Simples.

Já existe um responsável pela página do seu cliente, e ele vai perder o trabalho. Aí nós, que pegamos um trabalho (que nessa altura você já começa a cogitar a hipótese de pular fora porque vai ser bucha!), já percebemos que o “fazer um site” vai ser mais um trabalho de “consultoria e criação de site” do que um simples desenvolvimento.

Porque?

Porque precisamos de informações que estão nas mãos de terceiros. O domínio no www.registro.br, a hospedagem do site, os arquivos atualmente no ar, bancos de dados, contas de e-mail, backups de e-mail. E isso é para começar.

O que normalmente acontece nesses casos

doresCabeca

Normalmente contrata-se um profissional (ou não!) para fazer o site e ao contratar terceiros, o cliente quer meio implicitamente dizer “se vira; contratei você e agora faça meu site, crie os e-mails e passar bem”.

E nessa o contratante não sabe (e na maioria das vezes o profissional contratado não explica) que existem dados que deveriam pertencer apenas e exclusivamente a ele. A propriedade do endereço alugado, por exemplo, no www.registro.br.

Dados de usuário, pois se o cliente quiser transferir o site para outro profissional, seja por qual motivo for, ele depende desses dados que muitas vezes ficam na mão de terceiros. Quer um exemplo?

É o mesmo que você pedir para alguém que vá ao cartório para gerar algum documento para você. O cara vai, gera o documento e o cartório entrega para essa pessoa um comprovante de acesso àquela informação. Apenas com esse comprovante em mãos você poderia alterar o seu endereço (e acredite: um dia você vai alterar!), e isso precisa ser entregue ao atendente do cartório para que ele possa fazer a alteração.

Sem ele, nada feito. E o domínio do cliente normalmente nunca está nas mãos deles. Fica em posse da agência que criou o site ou do designer que foi contratado. E quando a coisa fica feia entre os dois…

Depender do relacionamento cliente-desenvolvedor antigo é um perigo!

siteForaDoAr

A coisa mais normal que vemos nesse nosso mundo é: o cliente não paga o designer (quer seja por inadimplência ou por não entrarem num acordo amigável) e o designer vai e tira o site do ar. Nesse caso:

O cliente não deveria ficar devendo para seu prestador de serviços. Em hipótese nenhuma. Deveria resolver tudo na boa. Está inadimplente? Quite seus débitos.

O desenvolvedor em hipótese nenhuma deveria tirar o site do ar. Deveria ter se resguardado e assinado um contrato de prestação de serviços que pudesse ser executado caso haja inadimplência. Se você não pensou nisso, a culpa não é do seu cliente. Por mais errado que ele esteja. Mas tirar o site do ar é algo inaceitável como profissional. Isso pra mim é coisa de “amador” que pensa que sua imagem nunca vai ser afetada se tomar uma atitude dessas!  Cresça, por favor!

Mas porque depender desse relacionamento é perigoso: porque o detentor dos dados do registro.br pode se sentir lesado ou simplesmente, não ter a capacidade profissional de entender que tudo tem um ciclo, e de repente, o dele pode ter se encerrado. Aí o cara fica todo bravinho, e não passa os dados e você não consegue acesso aos documentos do site. Imagine a seguinte cadeia de eventos: sem esses dados, você não tem acesso ao FTP e não consegue alterar arquivos do site, ou seja, não consegue atualizá-lo.

Sem os dados do registro.br, você não consegue alterar a empresa na qual o site do cliente está hospedada. Eu sempre converso com o cliente para que possamos chegar em um acordo e hospedar o site na hospedagem na qual eu mais me dou bem. Posso dizer com certeza que em X dias o site estará no ar. Caso contrário…

Sem os dados, meu amigo, infelizmente você nada faz. Sem choro nem vela. Acaba-se a brincadeira para você nesse momento, ou você fica aguardando que o cliente entre em um acordo com o designer anterior.

Penso eu: se o cliente já tem rolo com o designer anterior por “falta de pagamento”, EU já pulo fora. Qualquer outro tipo de problema, eu estou aqui para dar o suporte necessário.

Tendo todos esses dados em mãos, o que você precisa entender pode ser conferido nesse link: http://wpu.ir/3l0xb

Na próxima parte de nosso mini curso, vamos abordar aqueles itens expostos no começo do texto, que são:

  • Saiba utilizar as ferramentas de busca;
  • Fóruns são locais para troca de conhecimento, não um banco de códigos prontos;
  • Logomarca, logotipo ou marca ou logo? Tanto faz. Você não sabe o que está fazendo de qualquer maneira;
  • Cores, fontes e layout;
  • Espaço branco é bom e eu gosto!
  • O cliente nem sempre tem razão …
  • Não, você não acertará na primeira. Nem na segunda. Quem sabe e olha lá na décima quinta …
  • O quanto eu precisarei estudar?
  • Posso ficar rico trabalhando com web?

Forte abraço e bons estudos!

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  • Alberto Aguiar

    Muito bacana! Farei de seus ensinamentos dicas para eu ser um bom profissional! Comecei a alguns dias atras em uma empresa e estou com a seguinte duvida…
    Trabalhamos bastante com templates pronto. Isso pode ser, de alguma forma, prejudicial?

    • Fala Alberto!

      Eu não vejo problemas, desde que o valor cobrado pelo serviço seja menor (no caso do uso de templates pirateados) e o cliente esteja ciente de que, a qualquer hora, ele pode encontrar um site parecido (ou igual) ao dele.

      O uso de templates facilita bastante para quem tem “preguiça” ou busca efeitos que julga não ter capacidade para desenvolver. Mas volto a dizer: desde que seu cliente saiba o que está sendo ofertado, não vejo problemas!

      Abraços!

  • Deco Dias

    Great, muito bom, tô iniciando em uma nova empresa e esse artigo me foi de um proveito muito grande, valeu!

    • Fala Deco!

      Que bom que te ajudou em alguma coisa meu velho!

      Abraços!

  • Ivan

    Fala Andre tb?
    Parabéns pelo o site e por esse artigo muito bom, ajudando muito as pessoas

    Onde tu diz:
    “O desenvolvedor em hipótese nenhuma deveria tirar o site do ar. Deveria ter se resguardado e assinado um contrato de prestação de serviços que pudesse ser executado caso haja inadimplência”, que tipo de clausula e podeira colocar nesse contrato?

    At+
    Ivan

    • Fala Ivan!

      Cara ..eu acho que em qualquer modelo de contrato consta esse tipo de cláusula, onde inclusive, você deveria colocar a sua cidade como “foro de execução” caso haja a necessidade de se executar o contrato.

      Abraços!

  • Gilcy

    André, encontrei seu site outro dia qdo pesquisava sobre cores para site no google e desde então tenho devorado alguns artigos. Amei seu trabalho! Este artigo q acabei de ler é maravilhoso. Eu ñ sou web design, sou curiosa e tenho uma Pós em Info na Educação e alguns curso na área de EAD. até o momento nunca exerci a profissão de educadora. Sou Coord. de Importação e Exportação + tenho projeto de ter meu site onde eu possa ensinar (compartilhar) tudo q aprendi ao longo dos meus 30 anos de trabalho e vc esta me ajudando mto. Obrigada.

    • Oi Gilcy!

      Fico realmente muito feliz por ler seu comentário e saber que te ajudo de alguma maneira! Esse é meu intuito e esse tipo de texto é que me deixa sempre com “vontade” de escrever e consequentemente, ajudar mais outras pessoas!

      Forte abraço, seja sempre bem-vinda e se eu puder lhe ajudar em algo mais, é só falar!

      Até mais!

  • Hildo

    Parabéns pelo artigo, muito bom.

  • Lucius

    Bom, nas dores de cabeça acertou em cheio, rsrs. Mas estamos ae para colorir e preencher os antigos preto e branco e colocar mais cores e efeitos!

    Muito boom ! Parabens!

    • Fala Lucius!

      Dores de cabeça existem em qualquer profissão. A diferença mesmo é “se você gosta do que faz”, às vezes, a dor de cabeça é bem pequena!

      E como você costuma colocar “mais cores” em um projeto que pegou para fazer?

      Abraços!