Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 05 | André Buzzo
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Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 05

Publicado na categoria Artigos, Mini Curso com 3.087 visualizações e 2 comentários

O cliente nem sempre tem razão …

Nesta quinta parte do nosso Mini Curso, vamos falar um pouco sobre clientes. Sim, aquelas pessoas que nos procuram, com suas necessidades e desejos de ter um site ou uma bela página na web, cheia de coisas pulando de um lado para o outro, músicas, artes de produção duvidosa e cores que agridem os olhos.

Todos os clientes são assim? Não, ainda bem! Mas o que fazer quando nos deparamos com uma situação dessas?

O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO

sempreRazao

Não, não tem.

E vou tentar explicar por que. Não é fácil, quando trabalhamos e precisamos fechar um contrato, “bater de frente” com um novo cliente. Sei muito bem disso, e você pode pensar da mesma maneira que eu sempre pensei: “Ah, o André tá falando assim, mas na realidade, a coisa é bem diferente”!

Acredite, eu sei que é diferente porque eu já estive lá. Quando começamos, temos que acatar tudo o que o cliente pede ou sugere, porque nós PRECISAMOS DO JOB. Sim, e eu não vejo problema alguma em fazer isso.

“Mas você diz para não acatarmos tudo o que o cliente pede e ao mesmo tempo diz que não vê problemas. Você está louco?”

Não, meu caro amigo. Não estou louco. Vamos lá:

ACATAR TUDO É TUDO DE BOM!

peso

Porque a gente vai vendo e analisando, conforme o tempo vai passando, que não deveríamos ter feito isso ou aquilo de uma ou outra maneira. Simples assim.

Ao acatar tudo o que o cliente nos pede, nos damos um trabalho imenso e por vezes, sofrível. Queremos (na realidade, quem quer é o cliente!) colocar imagens, gifs, qualquer coisa que o cliente pede porque achamos, a princípio, que o foco do site é o cliente, e não seu usuário!

Aí, sabe “aquele espaço em branco que é bom e eu gosto”? Vai ser preenchido com qualquer coisa que o cliente queira, porque ele manda e você, como tem juízo, obedece!

E como nós precisamos do JOB, a gente vai fazendo, sem pudores ou questionamentos.

Nessa etapa do seu desenvolvimento profissional, poderíamos nos classificar como “pau mandado”. Missão dada é missão cumprida.

O cliente quer um fundo verde-limão na página inicial e um ciano na página de contato? Feito.

Cliente que uma animação em flash correndo a página toda com o número do telefone dele, porque ele acha que aqueles aviões na praia com faixas amarradas em sua cauda, que diz para usar filtro solar é uma maneira eficaz de se fazer publicidade, e sendo assim, cabe no site? Feito.

Cliente quer que, ao se acessar o site, toque uma música do Odair José porque ele acha que o cara é maior cantor brasileiro que já existiu? Você aguenta a música e? Sim, feito mais uma vez.

Então, eu digo que “não vejo problemas” em se fazer isso, pois esses erros apenas colocam mais coisas dentro de nossa bagagem. Mais conhecimento e mais entendimento do que é legal ou não na criação de uma página web.

Isso meu amigo, é chamado de “experiência”.

SUPERANDO A FASE PAU MANDADO

pauMandado

Então, começamos a deixar de ser “pau mandados” para tentarmos, com clareza, objetividade e principalmente humildade, nos tornar “consultores web”, ao invés de simples criadores e/ou fazedores de site.

Ao passarmos por tudo o que precisamos no início de qualquer carreira, a gente vai entendendo que não, colocar um fundo verde-limão na página inicial do site (salvo casos muito, mas muito específicos) não é o melhor cartão de visitas que o cliente poderia oferecer ao seu usuário.

Você saberá dizer ao seu cliente, com “aquele jeitinho” que um profissional tem que animações em flash poluem a página, e se você quer o telefone em destaque no site, pode optar por deixá-lo em uma cor diferente no layout para dar aquela quebrada e aquele destaque, sem a necessidade de coisas voando ou piscando para tirar a atenção do seu visitante.

Saberá dizer ao seu cliente que a música do Odair José que ele tanto gosta, pode trazer problemas para o site. Como já falei em outro artigo publicado aqui no site, que um usuário acessa o site para contratar um serviço ou pedir um orçamento, ou qualquer coisa do tipo.

O interessado, nesse caso outra empresa, acessa seu site em busca desse retorno e quando a página é finalmente carregada, depois de ter feito um download de 8 megas de música, estoura no auto falante do cara aquela introdução “animal” de violão.

Dependendo da política da empresa interessada, o site nem seria carregado. Em outra situação, o cara fecha e vai procurar outro que tenha um site mais bem apresentado e que respeite o usuário.

E AÍ VOCÊ ENTRA NA FASE “O USUÁRIO É O CARA”!

internetUser

Aí sim, você terá um conhecimento e bagagem suficiente para afirmar ao seu cliente que “Não, vou fazer isso por conta disso”.

Não basta simplesmente dizer “ah, não vou fazer”. Tem que explicar ao cliente, de maneira que o mesmo entenda o que você quer dizer, por que não é interessante as coisas caminharem pelo caminho que ele pensa ser o melhor.

Claro, existirá sempre aquele que não vai abrir mão de suas convicções e vai chegar até a lhe dizer “Faça o que eu estou mandando”. Aí meu amigo, você abaixa a cabeça e diz que tudo bem, mas não se responsabiliza caso o retorno não seja satisfatório!

Mas deixe claro ao seu cliente que quem trará retorno não é o site propriamente dito, e sim, a capacidade do cliente do seu cliente em utilizar a ferramenta disponibilizada a ele.

Do que adianta um site “bem elaborado” se não há a tal da conversão? Então, o foco do desenvolvimento deve ser o usuário, e o cliente deve abrir mão de seus gostos pessoais e pensar em quem vai dar retorno a ele. Use-se se for o caso como exemplo: “Ei, eu não gosto de cor amarela mas alguns logos utilizam essa cor e eu preciso trabalhar com eles. Sei que o senhor acha que o formulário de contato não fica legal no canto superior direito, mas é ali que o usuário está acostumado a encontrar esse recurso, então, o que acha de não complicarmos a vida dele e dar aquela força para que ele entre em contato com sua empresa”?

E, para terminar …

FALE A LÍNGUA DO SEU CLIENTE. SEMPRE!

lingua

Em se tratando de falar “a língua do cliente”, eu acho excelente quando vejo site de outros designers que colocam coisas do tipo:

  • PHP – Nível Intermediário
  • XHTML + CSS – Nível avançado
  • Dreamweaver – Nível avançado
  • Flash – Nível básico
  • Programação Orientada a Objeto – Nível intermediário
  • MySQL – Nível avançado

Sabe por que eu acho isso excelente e espero que nunca mudem? Experimente falar para um parente seu, que não mexa com programação ou criação de site, é claro, que você “programa orientado a objetos”.

Se seu parente for um cara legal, é capaz de lhe dizer “Pô nêgo, que legal” e vai pensar consigo mesmo “mas de que diabos esse cara tá falando”?

Isso não interessa a mais de 80% dos seus clientes! Se você programa orientado a objetos, se você programa de maneira estruturada, se o banco de dados que você usa é PostGree ou MySQL, o “problema” é seu!

Ele quer uma consultoria e o site dando retorno. Se você vai usar isso ou aquilo, não é de interesse dele e concordo com o cliente!

Claro que, quando questionado sobre “qual plataforma você vai me entregar o sistema de gerenciamento de conteúdo”, você precisa informar qual usará e como ele fará para usá-la! Mas dizer que “vou usar um CMS construído em PHP orientado a objetos e que usa o banco de dados MySQL para rodar e blá-blá-blá” fará diferença apenas aos seus ouvidos.

Fala a língua de seus clientes. Eles não são técnicos, e cabe a você trazer a sua realidade para a realidade deles.

Use de exemplos simples, sem muito teatro para especificar o que irá fazer, em qual prazo e se for o caso, qual tecnologia usará. Aquela velha coisa: o cliente pede para que o site se adeque a celulares. Você diz que tudo bem. Só isso.

Sério!

Não precisa dizer que “ok, vou usar a biblioteca desenvolvida pelo time de criação do Twitter, o BootStrap, que trabalha com um grid que se adapta, via javascript e css às resoluções de qualquer tipo de dispositivo móvel”! Não, não, não!

Diga apenas: “Xá comigo! Seu site está em boas mãos!”

Mostre ao seu cliente que sim, ele tem razão. Ele tem razão em contratar um belo profissional como você, que sabe pontuar e discutir o que é melhor para o usuário do site.

Abraços e até a próxima!

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  • Bom dia meu caro amigo! André

    já aprendi muito com suas aulas, são boas e divertidas
    deveria da aulas em escola, se já não faz hjeheh
    eu tentei fazer o sistema de comentario no site
    mas nao conseguir vou tentar novamente, posso entrar em contato com vc para fazer algumas perguntas…

    agradeço sua ajuda muito

    ate+

    • Fala Jerônimo!

      Ô compadre! Já dei aula na rede Microcamp, mas isso lá pelos idos de 2007 … rs

      Mas fico feliz com suas palavras! Precisando de alguma coisa na qual eu possa lhe auxiliar, estamos aí!

      Abraços!