Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 06 - Não, você não acertará... | André Buzzo
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Mini Curso: sou iniciante em web design. O que preciso saber? parte 06 – Não, você não acertará…

Publicado na categoria Artigos, Mini Curso com 3.771 visualizações e 8 comentários

Não, você não acertará na primeira. Nem na segunda. Quem sabe e olha lá na décima quinta …

Fala pessoas!  Passaram bem a virada do ano? Como já estamos quase na primeira quinzena de janeiro, nem vou perguntar se estão ou não de ressaca!

Sendo assim, vamos então retomar o nosso Mini Curso e partir para sua sexta parte, onde vamos tratar de um assunto que poderá ser o seu “diferencial profissional”.

Saber aceitar seus erros e aprender com eles!

Preciso desenhar meu primeiro layout. Agora ferrou!

medoDeErrarCliente

E aqui então se apaga aquela fagulha que existia em você ao pensar em ingressar nesse mundo louco de pessoas loucas.

A sua insegurança é a coisa mais nociva e hostil que você vai enfrentar. O “não” do cliente é bico. Duro é você se permitir ouvir o “não” porque não se sente seguro em criar e enviar ao seu cliente. E isso é mais normal do que você pode imaginar.

É chato você ficar uma semana pesquisando, testando combinações de cores, fontes, e chegar àquela conclusão de “putz, agora sim tá baguá!” e enviar para o cliente e, não bastasse toda expectativa de retorno do mesmo, ele ainda demora na resposta. Aí quando ele te responde, ele diz: “Não gostei.” E pronto. Todo seu esforço vai por água abaixo.

Existem vários tipos de clientes

tiposCliente

Como você já deve ter lido em algum dos meus artigos, já sabe que você trata de negócios com pessoas e que as mesmas são passíveis de serem diferentes de maneiras absurdas entre si. Você terá aquele cliente gente boa que tudo está bom (se encontrar um desses, me dá os caminhos das pedras!), aqueles que nada nunca está bom, e o pior de todos: aquele que é mais inseguro que você.

Sim, esse tipo de cliente existe. Deixe-me exemplificar para você.

Você faz aquele projeto visual. Aí você envia para o cliente, ele pensa consigo mesmo: “Nossa. Não gostei das cores. Esse verde eu não suporto. Mas eu respeito o trabalho dele, e ele vai fazer meu site. Se eu disser que eu não gosto, é capaz dele ficar bravo e eu não quero isso. Vou dizer que NÃO GOSTEI”.

Até aí, não vemos problema nenhum correto? Aí você chega e pergunta para o cliente: “O layout foi aprovado”?

Ele responde: “Ah, eu não gostei …”

Então você indaga: “Mas do que o senhor(a) não gostou”?

Aí entra o cliente inseguro e te quebra as pernas, dobra sua espinha e entorta o pescoço:

“Ah, eu não sei … mas eu não gostei …”

E isso meu amigo, é realmente desesperador! Você espera ter um norte para poder “arrumar” o seu layout, e seu cliente, por medo que você fique bravo ou chateado, termina por não lhe apontar isso e você começa a fazer 2, 4, 8 projetos diferentes usando a cor verde e não consegue aprovar nenhum!

Aí meu caro, o que resta a você é pegar todas suas artes e ver algo em comum nelas que você possa pensar: “Pô, será que eu tô pecando nas cores”? E tentar enviar uma nova prova com cores diferentes.

É um exemplo bobo, mas por uma bobeira sua (que deveria manter um relacionamento aberto e servir de “consultor” ao invés de um simples prestador de serviço!) você acaba tendo retrabalhos enormes.

Diferentemente, tive o privilégio de trabalhar com um cliente que foi franco e direto ao ponto. Até demais na visão de minha sócia e esposa!

Fizemos um trabalho “terceirizado” para um cliente nosso. Como trabalhamos em conjunto com eles, fomos apresentar a arte feita para um evento. A mesma continha o logo do “Contratante”, da empresa que nos contratou e o nosso aqui da agência. Fiz como eu sempre faço: logos das empresas com o mesmo tamanho.

Como a arte era para impressão, todos os logos tinham o mesmo tamanho, proporcionalmente.

Aí o cara olhou, olhou, virou pra mim e disse bem assim: “Deixa eu te perguntar uma coisa Alemão: quem tá pagando essa bosta”?

Então, respondi: “O senhor”!

Aí ele emendou: “Então porque meu logo está com o mesmo tamanho dos demais? Pode diminuir o de vocês e aumentar o meu”!

E foi a única coisa que ele exigiu. Curto e grosso. E sinceramente, eu adoro isso!

A busca por imagens – outra saga!

buscarImagens

Caso você que esteja lendo isso seja meu cliente, não estou aqui para “reclamar” de você, até porque você não tem a menor obrigação de saber sobre isso.

Mas procurar imagens na web não é algo prazeroso e por muitas vezes, é bem complicado de encontrar aquilo que você não sabe dizer como quer.

E aí nós estamos fadados a errar novamente!

Imagens normalmente contem direitos autorais. Se você buscar por “templates” americanos, verá que lá a coisa é tão levada a sério, que existem imagens produzidas em estúdios para apenas “tentar vender” o layout. Enquanto nós aqui, achamos que isso é bobeira. Até porque, se alguém já fez o esforço profissional para clicar as fotos e elas estão aí na internet, eu é que não vou me preocupar em pagar um fotógrafo para produzir as imagens que eu preciso, fala a verdade!

Então a resta a nós aspirantes a web designers buscar nos bancos de imagens tais arquivos para adornar o site do cliente. Aí você fica umas três horas buscando imagens que estejam em tamanho bom e numa resolução utilizável, para nosso cliente dizer: “Ai, não gostei dessa. Tem outras”?

E não é bem assim, fácil desse jeito não! Hoje precisamos pensar que existem as mais diversas resoluções de monitores e de aparelhos que acessam a internet, e as imagens precisam ser exibidas a contento em cada um deles. Dessa maneira, uma imagem “boa” para ser incorporada no projeto deve ter no mínimo 1920px de largura e no mínimo, 1200 de altura para ser exibida em qualquer tipo de aparelho com qualidade que o site merece.

E independentemente de quão trabalhoso foi encontrar A imagem para ser inserida no projeto, existe grande probabilidade de ser rejeitada.

E as cores para o layout?

coresEsquema

Outro assunto vastamente abordado em meu site, as cores fazem parte fundamental do projeto, e a não observância a determinados fatores que englobam um bom esquema de cores (entenda: cores apropriadas ao negócio, voltada ao público alvo do seu cliente, e não simplesmente a combinação de cinza e laranja que fica muita boa!) farão com que novamente seu projeto seja reprovado.

Usar cores chamativas ou apagadas demais, que nada contribuem para a permanência do usuário no site do cliente, é um senhor tiro no pé. E então a gente pode cair em uma pergunta pertinente e bem comum …

A pergunta que não quer calar: “Sou eu tão ruim assim”?

Não. Ninguém nasceu sabendo das coisas e acredito que, fora pessoas demasiadamente inteligentes (como o Dr. Sheldon Cooper), todo mundo melhora com o tempo e com algo que se chama “EXPERIÊNCIA”. E como diz aquela imagem boba (porém cheia de sentido) que rola no Facebook, a gente conquista experiência estudando, se esforçando e, principalmente, se permitindo errar.

Acho que ao errar e entender o porquê pisou na bola é a melhor maneira de conseguir experiência. E acredite: todos nós erramos e eu erro muito! Acho que sempre erraremos.

Tenho layouts enviados e reprovados. Mas quando eu acredito que o layout é bom e pode sim, oferecer uma experiência agradável ao usuário do site, que é meu foco (e não o cliente!) eu o defendo com unhas e dentes e digo ao meu contratante que sim, o projeto atende aos requisitos mínimos de navegabilidade e de usabilidade.

Então qual é a fórmula para o sucesso?

 formula

A fórmula para se tentar obter algum sucesso é sempre estudar. É estudar, treinar e sempre buscar inspiração naqueles profissionais que você olha e diz: “Nossa senhora! Que coisa bonita”!

Tem que haver também um senso de autocrítica que lhe favoreça ao invés de prejudicá-lo. Nunca achar que uma arte está boa é exigir demais de você mesmo.

E acima de tudo, eu acho que é o “permitir errar”. Só erra e cresce quem fez algo. Esperar das pessoas qualquer tipo de direcionamento sobre como proceder sem ao menos tentar algo, por medo de “desaprovação”, não é o caminho. Nunca será.

Se você não tem coragem para tentar, não conseguirá obter os frutos de sua dedicação. Quer seja no ramo de web design, como em qualquer outro aspecto de sua vida.

Forte abraço e até a próxima parte!

Bons estudos!

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  • Olá Isac!

    Obrigado pelas palavras meu amigo. O relacionamento com certa educação, logicamente é muito mais agradável. Mas eu ainda prezo pela objetividade do cliente e do projeto.

    Não me incomoda, de verdade, o cara ser grosso ou não; desde que seja objetivo e prático … rs

    Abraços e até mais!

    • Isac Galvão

      Pois é, André. Eu entendo e concordo.
      Tb achei engraçado ele te chamar de “alemão”. E “tome” estereotipo…pelo nome vc deve ser descendente de italianos.Buon lavoro, i buona fortuna.

      • Hahahahahaha … mais ou menos por aí!

        Abraços!

  • Fala Jeferson!

    Eu que agradeço o interesse cara!

    Abraços!

  • Hildo

    Quando vai sair a próxima aula. Você poderia criar um site na prática, passo a passo.

    • Fala Hildo!

      Em breve compadre! Sobre fazer um site na prática, eu tenho uma sequência de vídeo aulas aqui que basicamente lhe ensina. Chama-se “XHTML + CSS + Validação” …

      Acho que na realidade, se você pegar todas as vídeo aulas que eu já postei aqui no site você monta um tranquilamente … rs

      Abraços!

  • Hildo

    Parabéns pelo material, excelente.