SERÁ QUE EU FIZ CERTO?
Fala pessoas!
Tenho recebido há uns tempos, algumas mensagens, via Facebook e via e-mail, de pessoas me contando alguma história, normalmente envolvendo um problema, e me dizendo também o que fizeram para solucionar o mesmo.
E a pergunta que todos sempre me fazem é: “André, me diga se fiz a coisa certa, por favor!”.

Sinceramente meu caro e minha cara? Não sei. Acho que precisamos definir o que é certo e o que é errado. E isso é um assunto muito delicado, pois o que pode soar “certo” para mim pode não soar para você. E vice-versa!

Vou usar um exemplo que, devido a correria do dia-a-dia, foi o último que recebi e portanto, o mais fresco na cabeça. Um compadre me disse:
“O cliente queria que eu fizesse um sistema para cadastrar inúmeros dados por R$ 400,00. Eu falei para ele que eu não conseguiria fazer por esse preço, e indiquei um sistema já pronto que custa R$60,00 por mês. Será que eu fiz a coisa certa?”
Minha análise: sim. Ao meu ver, fez sim. Sabe por quê?
Porque primeiramente, você deu OPÇÕES ao cliente. Você não disse que não faria e acabou por aí a conversa. Você deu uma opção, e pôde constatar uma oportunidade de desenvolver o sistema que o cliente requisitou, e aprimorá-lo em comparação com o já existente!

Ao meu ver, você fez o certo por jogou limpo e sinceramente com o seu cliente. Entretanto, acho que poderia ter entrado em detalhes sobre a complexidade do projeto, e dito ao seu cliente que poderia sim, desenvolver o sistema cotado, mas com valores reais. E caso houvesse o interesse dele em sua proposta, você ainda poderia, APÓS FECHAR UM CONTRATO COM SEU CLIENTE, indicar um paliativo, caso a necessidade dele seja grande.
Eu tenho a plena certeza que você não foi o único consultado para realizar o serviço. E tenho a certeza também de que se teu cliente cotou com 5 pessoas, no máximo duas deram-lhe opções! Quando houver a necessidade de um novo serviço, de um novo contato relacionado aos seus trabalhos, o cliente se lembrará de você, caso não esteja procurando apenas preço.

Eu acho que existem duas coisas que, se aplicadas com doses certas, resultariam em uma redução extrema de problemas entre clientes e prestadores de serviço: opções e sinceridade.
Mesmo que eu não feche o serviço, como fiz esses dias atrás, com um cliente do Rio de Janeiro, que me acionou e queria meu orçamento para o desenvolvimento de um sistema, eu tenho a certeza de que seu pensamento em relação à minha pessoa é a melhor possível!
Mas eu fui sincero. Disse a ele que faz parte do meu trabalho, o contato com meu cliente. Gosto de saber o que ele deseja e preciso analisar suas expressões, seu comportamento. Como vim do setor de vendas, determinadas coisas que você faz, quando é um cliente, me indica diversas situações que podem ser exploradas! E que sem isso, eu não consigo trabalhar, e vou entregar um serviço abaixo da qualidade que costumo primar em meus trabalhos!

Dessa maneira, fiquei de verificar com algum desenvolvedor carioca a possibilidade de assumir o projeto. Porém, até agora, não encontrei nenhum interessado. Portanto, fica a dica ok?
Então, quando um cliente entra em contato contigo e lhe pede algo que você não tem certeza de que pode entregar ou realizar, por favor, seja sincero com ele. Você está mexendo com um projeto que pode ser o sonho dessa pessoa. E sonhos são tão pessoais, que precisam ser tratados com carinho e com extrema atenção. Creio eu que, assim como você, seu cliente anseia por isso sempre que precisa de algum serviço.
E sendo um profissional, e acima de tudo, sendo honesto, você sempre fará a coisa. Mesmo que isso seja errado na visão de pessoas as quais, honestidade, não faz parte de seu vocabulário!
Abraços!
Tags da notícia: certo ou errado, índole, opções, Questionamento, sinceridade



